Mulheres de Anápolis poderão ter acesso a aulas de autodefesa e palestras educativas se for aprovado o projeto de lei que cria o Programa Mulher Segura, apresentado pela presidente da Câmara Municipal, vereadora Andreia Rezende (Avante).
O texto já recebeu parecer favorável da Comissão de Segurança Pública e agora segue para análise da Comissão de Finanças, Orçamento e Economia, antes de ser votado em plenário. Só depois, em caso de aprovação final, será encaminhado ao Executivo para sanção.
O programa é voltado a mulheres a partir dos 16 anos, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social ou risco de violência.
Entre as ações previstas estão aulas práticas de defesa pessoal, palestras sobre direitos das mulheres, prevenção à violência, saúde física e mental, cidadania e fortalecimento psicológico. A proposta também autoriza parcerias com universidades, entidades públicas e privadas e coletivos femininos.
Na justificativa, Andreia Rezende ressalta que a violência contra a mulher é um problema estrutural e que exige ações preventivas.
Dados mostram que, no Brasil, a cada sete horas uma mulher é vítima de feminicídio. Em Goiás, em 2023, 54 mulheres foram assassinadas, um aumento de 22% em relação ao ano anterior.
O texto lembra ainda que programas semelhantes já funcionam em municípios como Goiânia, Sete Lagoas (MG), Volta Redonda (RJ), Chapecó (SC) e no Distrito Federal, com resultados positivos na redução da violência e no empoderamento feminino.
Se aprovado em definitivo, o Programa Mulher Segura colocará Anápolis entre as cidades que adotam políticas públicas contínuas de prevenção, proteção e valorização da mulher.





