Depois da descoberta de um abatedouro clandestino de cavalos na zona rural de Anápolis, na tarde de domingo (09), a Polícia Civil deu mais um passo nas investigações.
Na manhã desta terça-feira (11), com o mandado em mãos, a Polícia Técnico-Científica abriu o galpão com o auxílio de um chaveiro.
Após denúncias anônimas na noite anterior, a Polícia Rural identificou um galpão suspeito de armazenar carne no Conjunto Habitacional Vila União.
O batalhão rural foi até o local ainda na segunda-feira (10), mas sem um mandado judicial não puderam entrar no galpão.
Para evitar que alguém retirasse provas ou interferisse na investigação, a Polícia Rural ficou de vigia na madrugada, monitorando o local até que o mandado fosse emitido.
Dentro do galpão, os policiais encontraram dois freezers cheios de carne, mas ainda não há confirmação se realmente se trata de carne de cavalo. Exames serão realizados para identificar a origem do produto.
Além disso, foram encontrados moedores de carne profissionais, uma serra de corte e uma câmara fria vazia no fundo do galpão, reforçando a suspeita de que o local era usado para armazenar grandes quantidades de carne.
Os agentes também encontraram vários produtos de limpeza debaixo dos balcões, que podem ter sido usados para tentar mascarar o mal cheiro deixado pela manipulação da carne.
Moradores da região relataram que, na madrugada de segunda-feira (10), após a descoberta do abatedouro clandestino na zona rural, houve uma movimentação estranha no galpão. Segundo testemunhas, a maior parte das carnes foi retirada do local durante a noite.
Os policiais também encontraram recibos de compra de produtos para conservação de carne, o que levanta mais suspeitas sobre o funcionamento do galpão.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de que o responsável pelo aluguel do galpão seja o mesmo que alugou a área rural onde ocorria o abate dos cavalos.
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