Dom Waldemar Passini Dalbello foi nomeado pelo Papa Francisco, no último dia 05 de fevereiro, bispo coadjutor da Diocese de Anápolis, marcando um momento histórico. Pela primeira vez, a diocese receberá um bispo com a função de assistência e preparação para sucessão.
O Código de Direito Canônico exige que bispos apresentem renúncia aos 75 anos. Dom João Wilk, atual bispo, completa 74 anos em 2025, justificando a decisão de nomear um coadjutor para garantir transição.
Natural de Anápolis, Dom Waldemar Passini tem 58 anos e formação inicial em Engenharia Elétrica pela UFG, concluída em 1989. Posteriormente, ingressou na vida religiosa e foi ordenado sacerdote em 1994 após estudos em Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Brasília.
Concluiu mestrado em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, com intercâmbio na Ècole Biblique et Archéologique Française de Jerusalém. Começou atuação episcopal em 2009 como bispo auxiliar de Goiânia, nomeado por Bento XVI e ordenado em 2010, sob o lema “Para congregar na unidade”.
Foi Administrador Apostólico de Brasília em 2011 e, em 2014, coadjutor de Luziânia, assumindo o cargo de bispo titular em 2017.
Funções como bispo coadjutor
Como coadjutor, Dom Waldemar auxiliará no governo pastoral, conhecendo a realidade local e se preparando para a futura sucessão. Entre 2019 e 2024, a diocese contou com o bispo auxiliar Dom Dilmo Franco, falecido em decorrência de ataque cardíaco.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil celebrou a nomeação, desejando sucesso: “Que Sant’ana, padroeira de Anápolis, o conduza neste novo momento de ministério”.