A Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) aprovou uma medida que pode mudar os rumos do esporte feminino: a exigência de teste genético para atletas que desejam competir na categoria feminina em torneios internacionais.
A decisão foi anunciada recentemente e tem como objetivo confirmar que as competidoras são “biologicamente do sexo feminino”.
O teste será feito por meio de um swab bucal, que coleta uma amostra de saliva da bochecha para verificar a presença do gene SRY — um marcador genético localizado no cromossomo Y, essencial para o desenvolvimento de características masculinas.
De acordo com o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, a medida busca “proteger obstinadamente a categoria feminina”, reforçando o compromisso da entidade com a integridade e a confiança nas competições. Segundo ele, é necessário garantir que os critérios biológicos estejam alinhados à categoria esportiva na qual as atletas competem.
Essa decisão é resultado de discussões iniciadas pelo grupo de trabalho da federação, voltado à elegibilidade de atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DDS).
A sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800 metros e portadora de hiperandrogenismo, é um dos casos mais emblemáticos dentro desse debate. Semenya foi proibida de competir na categoria feminina devido à sua condição hormonal.
Desde 2023, a World Athletics já havia vetado a participação de mulheres transgênero em provas internacionais de atletismo. Agora, com os testes genéticos, o foco está em assegurar que todas as atletas estejam em conformidade com os critérios biológicos exigidos.
A federação pretende iniciar os exames antes do Mundial de Tóquio, previsto para setembro de 2025.
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