A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar as mortes provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O caso ganhou repercussão nacional após registros em São Paulo, onde já foram confirmados três óbitos e outros casos seguem sob investigação.
O metanol é um álcool altamente tóxico, utilizado em processos industriais e sem qualquer finalidade para consumo humano. Quando ingerido, pode causar desde náuseas e vômitos até cegueira permanente, falência de órgãos e morte.
De acordo com as autoridades, o estado de São Paulo já registrou nove ocorrências suspeitas de intoxicação em um intervalo de 25 dias. Durante fiscalizações, 117 garrafas de bebidas sem rótulo ou comprovação de origem foram apreendidas em bares e adegas. Os produtos estão sob análise pericial.
A PF vai investigar a origem do metanol utilizado nas bebidas adulteradas e a possível atuação de redes criminosas organizadas. Há indícios de que parte da substância tenha sido desviada de atividades ilegais, como adulteração de combustíveis, para abastecer a produção clandestina de bebidas alcoólicas.
O governo federal também instituiu um protocolo emergencial que envolve ministérios, Anvisa, Receita Federal e órgãos estaduais, com o objetivo de reforçar a fiscalização e retirar de circulação produtos adulterados.
As autoridades reforçam que a população deve redobrar os cuidados:
•Consumir apenas bebidas de procedência confiável e com selo fiscal;
•Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
•Procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas como tontura, visão turva, náusea ou desmaio após o consumo.
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