O governo Lula vai desembarcar em Nova York neste ano com uma comitiva bem menor para a Assembleia Geral da ONU. O corte acontece depois da farra de 2024, quando a viagem custou cerca de R$ 8 milhões aos cofres públicos e levou mais de 160 pessoas para os Estados Unidos.
Agora, em 2025, o Planalto autorizou apenas 58 integrantes, incluindo sete ministros. A lista tem nomes como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública).
O enxugamento acontece também em meio ao clima de tensão com os EUA. O governo Trump aumentou tarifas para produtos brasileiros, aplicou sanções contra autoridades e restringiu vistos para membros da comitiva. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inclusive, desistiu de viajar porque só poderia circular em áreas limitadas em Nova York.
A redução da delegação é vista como uma forma de conter gastos e tentar evitar mais constrangimentos. Ainda assim, o episódio reforça as críticas de que o governo só reage quando o escândalo já está feito e a conta sobra para o povo brasileiro.





