A tragédia que vitimou o menino João Victor Gontijo Oliveira, de 10 anos, após encostar em um fio solto na Vila Jussara, escancarou os riscos que a população de Anápolis enfrenta diariamente por causa da desordem de cabos e da falta de fiscalização.
Na noite deste domingo (21), o prefeito Márcio Corrêa (PL) anunciou que irá adotar medidas duras nesta semana para obrigar a Equatorial a cumprir suas responsabilidades. Segundo ele, não é aceitável que vidas continuem sendo colocadas em risco diante do descaso da concessionária.
A batalha de Márcio Corrêa contra a empresa, no entanto, não começou agora. Desde 2023, quando ainda exercia o mandato de deputado federal, ele já levantava a bandeira em defesa da população. Na época, apresentou requerimento e promoveu audiência pública no Congresso Nacional para discutir a má qualidade dos serviços prestados após a saída da Enel.
Com a chegada à Prefeitura, em 2025, a cobrança foi intensificada. O prefeito já se reuniu com representantes da Equatorial tanto no Centro Administrativo quanto no Ministério Público, exigindo soluções para os problemas da rede.
A administração municipal relembra que a companhia havia se comprometido a apresentar um plano de ação, mas até hoje não cumpriu. Para reduzir os riscos, mesmo sem obrigação legal, a Prefeitura contratou serviços próprios para reorganizar a fiação em pontos críticos, retirando toneladas de cabos irregulares.
Apesar disso, Márcio Corrêa ressalta que apenas a Equatorial tem a obrigação e a capacidade de realizar a fiscalização contínua em toda a cidade.
“Não aceitaremos que a vida de crianças e famílias da nossa cidade siga em risco por irresponsabilidade de quem deveria zelar pela segurança de todos”, destacou o prefeito.
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