A declaração do ministro Luiz Fux, no julgamento desta quarta-feira (10), gerou forte repercussão política. Ao afirmar que há “incompetência absoluta” do Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar casos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados que não ocupam cargos públicos, o magistrado abriu espaço para uma enxurrada de reações no campo conservador.
Para apoiadores de Bolsonaro, o voto de Luiz Fux expôs os limites do tribunal e colocou o sistema em xeque. Nas redes sociais, parlamentares e líderes religiosos não esconderam a empolgação.
O pastor Silas Malafaia classificou a fala como uma vitória: “Ministro Fux arrebentando a farsa do golpe”. O deputado Luciano Zucco (PL-RS) foi além e pediu a anulação do processo: “Fux honra a toga, anula tudo”.
Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou que os réus não possuem prerrogativa de foro e, por isso, não deveriam estar sendo julgados pelo STF: “Começa bem, e muito bem, o Fux”, escreveu. O parlamentar Zé Trovão (PL-SC) também celebrou: “Um ministro que mostrou imparcialidade. Fux honra a toga”.
As manifestações apontam para um fortalecimento da narrativa bolsonarista de que os processos em andamento extrapolam os limites constitucionais. Se o entendimento de Fux prosperar, o rumo das ações pode mudar e reacender o debate sobre a competência do Supremo em casos que envolvem ex-mandatários.
Enquanto os próximos votos não chegam, o campo da direita já transformou o episódio em símbolo de resistência, reforçando o discurso de que ainda há espaço para a revisão do processo e para a defesa de Bolsonaro e seus aliados.
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