A Polícia Federal encaminhou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, um pedido para reforçar a vigilância sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O alerta da corporação aponta para a necessidade de que agentes permaneçam dentro da residência de Bolsonaro em tempo integral, e não apenas nas áreas externas do condomínio, como acontece atualmente.
Segundo o pedido, há receio de que Bolsonaro possa tentar deixar o local de forma clandestina, até mesmo disfarçado ou escondido em porta-malas de veículos que circulam na região. A preocupação da PF se baseia na avaliação de que a tornozeleira eletrônica não garante total confiabilidade, sendo necessária uma fiscalização mais rígida de acessos e automóveis.
Entre os riscos mencionados, há também a possibilidade de Bolsonaro buscar refúgio em embaixadas de países considerados aliados, como Estados Unidos, Hungria ou Argentina. O histórico do ex-presidente reforça esse temor: em 2024, Bolsonaro chegou a se abrigar na Embaixada da Hungria em Brasília, deixou o país rumo aos EUA antes do término do mandato e, em conversas privadas, teria cogitado solicitar asilo em território argentino.
O diretor-geral da PF defende que apenas uma vigilância contínua e detalhada pode garantir que não haja uma tentativa de fuga, evitando novas surpresas em meio às investigações que tramitam contra o ex-presidente.
O caso, revelado pelo colunista Leonardo Sakamoto no portal UOL, reforça as discussões sobre a atuação da Polícia Federal e as estratégias jurídicas e políticas que envolvem a figura de Jair Bolsonaro, mantendo o ex-presidente em evidência no cenário nacional.
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