A vida noturna em Anápolis segue movimentada, mas também cheia de polêmicas. Os bares da cidade atraem clientes em busca de diversão, música ao vivo e encontro com os amigos, mas ao mesmo tempo geram reclamações de moradores que dizem não conseguir descansar por causa do barulho.
De um lado, donos de bares, artistas e frequentadores defendem que os estabelecimentos funcionem sem tantas restrições, já que movimentam a economia, criam empregos e fazem parte da rotina de lazer da cidade. Do outro, vizinhos que moram próximos a essas casas noturnas reclamam de som alto e pedem mais fiscalização para garantir tranquilidade durante a madrugada.
O impasse já dura meses e, diante da pressão dos dois lados, o Ministério Público de Goiás (MPGO) entrou em cena. O promotor Alberto Francisco Cachuba Júnior, da 15ª Promotoria de Justiça, afirmou que acredita em um acordo. Segundo ele, as conversas recentes foram produtivas e podem resultar em regras mais equilibradas para todos.
As críticas contra a fiscalização aumentaram no primeiro semestre, quando empresários classificaram as abordagens como excessivas e até truculentas. Em uma audiência pública realizada em abril, artistas também se queixaram de dificuldades para se apresentar em bares da cidade.
Enquanto isso, moradores reforçam que não são contra o lazer, mas defendem que exista um limite. Para eles, é possível manter a vida noturna ativa sem comprometer o direito ao descanso.
De acordo com o MP, a Prefeitura já avalia mudanças no Código de Posturas para modernizar as regras. A expectativa é encontrar um meio-termo que permita bares funcionando e vizinhos dormindo em paz.
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